sexta-feira, 26 de maio de 2017

Oferendas aos Orixás


Oferendas aos Orixás


Chamamos de oferendas rituais compostos de frutas, alimentos, carnes, bebidas, flores, louças e adereços que servem para oferendar aos Orixás, como uma súplica para se alcançar uma graça, bem como, para homenagear e cultuar um Orixá de forma a fortalecer nosso vínculo com a casa e com o mesmo.

Cada Orixá tem seus alimentos respectivos, suas flores, suas cores, suas bebidas e sua forma particular de culto, orações e invocações.









OFERENDAS DE BARÁ



Bará Lodê
Milho torrado, pipoca, 07 batatas inglesas assadas,

07 opetés de batatas inglesas cozidas e amassadas sem casca com dendê.
Opcional: morango, bombom com papel vermelho, chave de batata inglesa.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
No cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.



Bará Lanã e Bará Adague
Milho torrado, pipoca, 07 batatas inglesas assadas.
Opcional: bombons, gomos de bergamota, chave de batata inglesa.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Bará Lanã: No cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.
Bará Adague: No cruzeiro aberto

Bará Agelú
Milho cozido (axoxó), pipoca, 07 batatas inglesas mal cozidas e descascadas com uma colher, 07 tiras de coco fruta sem casca, 07 balas de mel.
Opcional: bombons, doces coloridos, doces de massa.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
No cruzeiro aberto de praia, na beira da praia em local seco.






OFERENDAS DE OGUM



Ogum Avagã
Churrasco de costela de gado frito no azeite de dendê, miamiã gordo.
Opcional: doce de laranja azeda, cana de açúcar, espigas de milho.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Ogum Avagã: No mato, no cruzeiro aberto, no cruzeiro de mato.



Ogum Onira e Olobedé
Churrasco de costela de gado frito no azeite de dendê, miamiã gordo, pipocas.
Opcional: doce de laranja azeda, cana de açúcar, espigas de milho, rocambole, fatias de coco.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Ogum Onira: No mato próximo a uma árvore.
Ogum Olobedé: No mato próximo a uma árvore, ou, próximo a uma árvore com pedras ou cachoeira.



Ogum Adiolá:
Costela assada, passada no nhame-nhame, canjica branca, canjica amarela, quindim, cocada, merengue, laranja.
Opcional: doce de laranja, cana de açúcar, espigas de milho, rocambole, fatias de coco.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
No mato próximo a praia, árvore próxima à beira da praia, no mato próximo a uma cachoeira.






OFERENDAS DE IANSÃ



Iansã Oiá Timboá
Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 01 maçã, 01 moranga cozida recheada com carne moída.
Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas.
O Lugar Onde se Leva as OferendaS Onde se Despacha
Em uma Figueira,.



Iansã Oiá Dirã
Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 01 batata doce assada, 01 maçã.
Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas.
O Lugar Onde se Leva as OferendaS Onde se Despacha
Iansã Oiá: No mato próximo a uma árvore.



Iansã Oiá
Pipocas, 07 rodelas de batata frita no azeite comum, 01 batata doce assada, 01 maçã.
Opcional: rosa vermelha, leque, espelho, perfume, jóias, manga, morango, bombom vermelho, acarajés, doce de batata doce, doce de abóbora, abóbora, par de alianças, fitas, laços, cerejas.
O Lugar Onde se Leva as OferendaS Onde se Despacha
Iansã Oiá: No mato próximo a uma árvore, em uma árvore próximo da beira da praia, na beira da praia.






OFERENDAS DE XANGÔ



Xangô Agandjú Ibeje
Amalá - Pirão (farinha de mandioca e farinha de milho), ensopado de carne de peito, temperado com alho, cebola e mostarda cozida só no bafo da panela da carne, 06 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes, 06 doces de massa, balas, pirulitos, bombons, mil folhas.
Opcional: morango, caqui, bombons, mil folhas e doces de massa, brinquedos, refringentes, balões, mariolas.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Numa pedreira de praia ou numa pracinha de crianças (próximo dos balanços).



Xangô Agandjú
Amalá - Pirão de farinha de mandioca, ensopado de carne de peito bem picada e cozida, temperada com alho, cebola e mostarda cozida, 06 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes.
Opcional: morango, caqui, bombons, mil folhas e doces de massa, mariolas.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Numa pedreira de beira de praia.



Xangô Agodô
Amalá - Pirão de farinha de mandioca, ensopado de carne de peito bem picada grande e cozida, temperada com alho, cebola e mostarda cozida, 12 bananas da terra ou Catarina, 01 maçã vermelha partida em 04 partes.
Opcional: morango, caqui.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Numa pedreira de mato ou numa pedreira de cachoeira.

OFERENDAS DE ODÉ/OTIM



Odé
Costela de porco frita no azeite comum, miamiã doce (farinha de mandioca e mel, feijão miúdo torrado e pipocas.
Opcional: doces, balas, bombons, pirulitos, refrigerantes, brinquedos, mamadeiras.



Otim
Chuleta de porco frita no azeite comum, miamiã doce, feijão miúdo torrado e pipocas.
Opcional: doces, balas, bombons, pirulitos, refrigerantes, brinquedos, mamadeiras.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Odé: Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia.
Otim: Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia.






OFERENDAS DE OBÁ



Canjica amarela cozida, feijão miúdo cozido, misturados com salsa picada e azeite de dendê.

Opcional: lentilha cozida, abacaxi, rosa cor de rosa, leque, espelho, pente, brincos, pipoca, doces de massa, orelha de macaco, balas de goma.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
No cruzeiro aberto ou no mato ou na figueira.






OFERENDAS DE OSSANHA



Um opeté de batata inglesa sem casca, um opeté de batata inglesa com casca e pipocas.
Opcional: lingüiça de porco frita ou assada, ovo cozido, figo, abacate, melão, mamão, alface, moedas.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Num coqueiro de mato ou num coqueiro de praia ou na figueira.






OFERENDAS DE XAPANÃ



Xapanã Jubeteí, Belujá, Sapatá
Feijão preto torrado, amendoim torrado, e pipocas.
Opcional: opete de batata inglesa, decorado com milho, feijão e amendoim, pés-de-moleque, fatias de coco fritas no dende.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Xapanã Jubeteí:Na figueira de mato ou no mato.
Xapanã Belujá: Numa figueira de praia ou numa figueira de mato ou no mato.
Xapanã Sapatá: Numa figueira de mato.






OFERENDAS DE OXUM



Oxum Epandá Ibeje
Canjica amarela cozida, 08 doces de massa, 01 maçã verde partida em 04 pedaços, balas, bombons, pirulitos e quindins.
Opcional: brinquedinhos de menina, balões, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.Oxum.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha

Na beira da praia ou numa pracinha de crianças(próximo aos balanços.)



Oxum Epandá
Canjica amarela e quindins.
Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Na beira da praia de água doce ou salgada, ou na beira de uma cachoeira.



Oxum Ademum
Couve partida fina, refogada com farinha de milho, gema de ovo cozido esmagado e misturado com a couvee moedas.
Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum ( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Na beira da praia de água doce ou salgada, ou num coqueiro junto à praia.



Oxum Olobá

Feijão miúdo cozido e enfarofado com farinha de mandioca, 04 ovos cozidos partidos.
Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha
Na beira da praia de água doce ou salgada, ou figueira junto à praia, ou pedra junto à praia.



Oxum Adocô
Canjica amarela e canjica branca e quindins.
Opcional: flores, pudim, ambrozia, cerejas, doce olho de sogra amarelo, leque, espelho, pente, perfume, Omolocum( bola de feijão míúdo cozido em forma de bola furado ao meio e mel.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Na beira da praia de água doce ou salgada.






OFERENDAS DE YEMANJÁ




Yemanjá Bocí, Bomi
Canjica branca cozida misturada com salsa e merengues.
Opcional: flores, leque, pente, espelho, perfume, peras, melancias, manjar de coco, tainha ou corvina assada.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Iemanjá Bocí, Bomi Na beira da praia de água salgada ou doce.



Iemanjá Nanã Borocum
Canjica branca, açúcar e merengues.
Opcional: flores, leque, pente, espelho, perfume, peras, melancias, manjar de coco, tainha ou corvina assada.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Na beira da praia de água salgada ou doce.






OFERENDAS DE OXALÁ



Oxalá Obocum e Olocum
Canjica branca, 08 fatias de coco fruta descascadas, cocadas, coco ralado e feijão miúdo descascado.
Opcional: flores, peras, uvas, doce de coco qualquer, manjar branco, maria moles.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Na beira da praia de água doce ou salgada.



Oxalá Dacum
Canjica branca, axoxó descascado, cocadas, coco ralado, 08 fatias de coco fruta descascados.
Opcional: flores, peras, uvas, doce de coco qualquer, manjar branco, maria moles.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Na beira da praia de água salgada ou doce, ou na correnteza das águas.



Oxalá Jobocum
Canjica branca, cocadas, 08 fatias de coco fruta descascados, coco ralado.
Opcional: flores, peras, uvas, doce de coco qualquer, manjar branco, maria moles.
O Lugar Onde se Leva as Oferenda Onde se Despacha.
Na beira da praia de água doce ou salgada.



Acarajés Mãe Iansã:
Feijão miúdo de molho por 24 horas, batido com temperos, frito no azeite comum.



Acarajés Pai Oxalá:
Feijão miúdo de molho por 24 horas, sem casa, batido e frito no azeite comum.



Acaçá Pai Oxalá:
Canjica branca de molho por 24 horas, batida e cozida, enrolar em forma de croquete e enrolados em folhas de bananeira, passadas na água quente.



Acaçá Mãe Oxum:
Canjica amarela de molho por 24 horas, batida e cozida, enrolar em forma de croquete e enrolados em folhas de bananeira, passadas na água quente



(Fonte-web:http://www.iledexapana.brtdata.com.br/orixas/ebosorixa/ebosorixa.html)













Ebó para Ògún




Para abrir caminhos, trazer dinheiro, prosperidade




1 inhame do norte assado, 1 alguidar médio, 21 moedas correntes, 21 taliscas de mariwô (folha de palmeira), 1 acaçá branco (bolinho de milho branco misturado com água, envolto em folha de bananeira), 1 acaçá vermelho (igual acaçá branco, porém com farinha de milho amarela), azeite de dendê e mel.




Como Preparar: Asse o inhame na brasa. Se necessário, raspe um pouco para eliminar o excesso de negrume. Colocar dentro do alguidar. Vá enterrando os talos de mariwô e chamando por Ògún, Faça o mesmo com as moedas. Coloque os acaçás, um em cada ponta do inhame. Regue com um pouco de dendê e mel, 1 pitada de sal. acenda uma vela e faça seus pedidos a Ògún. Deve-se colocar no muro, ao lado do portão, ou no chão, na entrada do portão. se você morar em apartamento, coloque dentro de sua casa, atrás da porta de entrada. Deixe 7 dias e após, despachar aos pés de uma árvore frondosa.



Presente a Oxun




Para acalmar a pessoa amada



5 batatas inglesas, mel, azeite doce, açúcar mascavo, 2 velas.

Como Preparar: Cozinhe as 5 batatas inglesas sem casca. Deixe esfriarem. Coloque um pouco de mel, azeite doce e açúcar mascavo em um prato de louça, vá amassando as batatas com as mãos e misturando tudo. Faça isso pensando na pessoa amada. Dê um formato de coração à massa. Acenda 2 velas amarelas de 30 cm ao lado. Ofereça a Òsún Àpáàrà.




Oferendas a Ogun




Material: 1 inhame; Azeite de dendê; Mel de abelhas; 1 palma de dendezeiro (mariwo), pode ser de coqueiro caso não ache o dendezeiro; 1 vela branca.




Modo de fazer: Asse o inhame. Retire os talinhos das folhinhas da palma do dendezeiro. Depois que o inhame esfriar monte-o enfiando os talinhos em toda o corpo do inhame, escreva o nome da pessoa que se deseja ajudar em um prato branco e coloque o inhame em pé sobre o nome, coloque o mel e um pouco de dendê sobre o inhame e os talinhos . Pede-se o desejado à Ogum. Coloque próximo ao portão da casa que se fez a oferenda.




Ebó para Èsù Lonan




Abrir Seus Caminhos, para tirar feitiço, olho-grande, inveja.




1 metro de morim vermelho, 1 alguidar médio, 7 velas brancas, 1 bife de boi cru, 7 moedas atuais, 7 búzios abertos, 1 farofa de dendê, com uma pitada de sal, 7 limões, 7 acaçás vermelhos, 7 ovos vermelhos, 1 obi.




Como Preparar: Abra o morim em sua frente. Acenda as velas. Passe o alguidar pelo seu corpo e coloque-o em cima do pano. Passe os ingredientes no corpo, pela ordem acima. Por último, abra o obi, e leve-o até a sua boca, fazendo seus pedidos. Deixe-o em cima do ebó. Feche o morim. Este ebó tem que ser despachado em rua de muito movimento, onde tenha muitas casas comerciais.




Oferendas a Exú




Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Fígado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.




Modo de fazer: Faça uma farofa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaçá branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em pedaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farofas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farofa e coloque o acaçá no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.




Ebó Para Caso de Prisão




Escrever o nome do preso em 21 ovos. Quebrar ao redor da delegacia ou presídio, chamando por Exu Tiriri e pedindo o que quer.




Fazer um caruru para sete crianças. Limpar as mãos na roupa da pessoa e despachar na cachoeira.




Se a pessoa ainda não tiver sido presa, limpe as mãos das crianças na roupa e no corpo da pessoa. Depois, despachar a roupa na cachoeira e dar um banho de cachoeira na pessoa.




Ebó Para Yansã - Oyá Onirá




Material Necessário:1 Abóbora moranga4 Búzios abertos4 Noz moscada4 Moedas4 Acarajés4 Metros de fitas vermelha / Branca1 Saco de morim




Maneira de Fazer: Fazer um buraco na abóbora, colocar o resto das coisas, depois de passadas no corpo. Tapar a abóbora, amarrar com fitas. Entregar a OYÁ ONIRA no alto de um morro, às 18:00 ou 24:00 horas, acender e pedir tudo de bom.




Ebó Para Resolver Problemas Difíceis




Material Necessário:2 Acaçás Brancos 2 Ovos Brancos 2 Quiabos 2 Moedas 2 Conchas 1 Oberó




Maneira de Fazer: Passa-se tudo no corpo e coloca-se num Oberó, colocar bastante mel e arriar numa praça e pedir a MEGE ou MEGIOKO que traga tudo de bom e em dobro. Este Ebó tem que ser feito com 2 pessoas, acompanhadas de duas crianças.




Nota: Este Ebó só pode ser feito nas terças-feiras.




Ebó de União




Colocar o nome das duas pessoas dentro de um Obi e enterrar em um pé de planta sem espinhos, colocar bastante mel e fazer os pedidos.




Ebó Para Deixar de Beber




1. Escrever os pedidos na fronha do travesseiro e depois despachar no mar.




2. Sacudir a pessoa com pipocas e um frango numa cova abandonada do cemitério, fazer pedidos e deixar tudo aquilo ali.




3. Torrar a maça de vaca e fazer o pó. Esse pó deverá ser colocado na bebida que a pessoa mais gosta ou comida.




4. Fazer uma infusão de cachaça, camarão pitu e restos das fezes do beberrão. Quando ele beber fará vômitos. Quando vomitar, junte o vômito e enterre numa cova abandonada, acendendo uma vela e fazendo pedidos.




Para Descobrir Um Orixá Que Não Aparece no Jogo




Colocar um Obi com uma moeda corrente dentro de uma folha da costa ( saião ) e colocar 3 noites debaixo do travesseiro da pessoa. Retirar e colocar no meio do jogo de búzios, pedindo à IFÁ e ORUMILA que apresente o Orixá.




Ebó Para Afastar Egun




Material Necessário:9 Ovos Brancos 9 Ecurus 9 Acaçás Brancos Canjica Branca Escaldada 9 Velas Brancas Morim Branco




Maneira de Fazer: Passar tudo pelo corpo e pedir à OYÁ EGUNITÁ para afastar todos os males e Eguns. Em seguida, tomar um banho de Abô e acender 7 velas para Omolu, fazendo os pedidos.




Depois, passa-se um pombo pelo corpo da pessoa e solta-se. Em seguida, a pessoa deverá tomar 7 banhos durante 7 dias seguidos, cumprindo preceito.




Ervas Necessárias:Dandá-da-costa - ralado Saco-Saco Erva D'Oshóssi Aroeira Branca Funcho




Oferendas Para Oxalá - Prosperidade




Local: Dentro de Casa

Horário: Diurno

Dia da Semana: Sexta-Feira




Material Necessário:

01 Tijela branca e 16 Acaçás




Modo de Fazer: Colocar na tijela branca 16 acaçás, pedindo a OXALÁ ajuda e melhoria de vida, colocar em cima do telhado, pedindo que OXALÁ o ajude e leve-o o alto AXÉ.




Ebó Para Atrair Clientes




Local: Terreiro de Candomblé.

Horário: O que lhe melhor lhe convir.

Dia da Semana: Terça, Quarta ou Quinta-Feira.




Material Necessário:




02 kilos de Milho Vermelho - 07 Moedas - 01 Omolocum - 09 Acarajés e 01 Ajebó.




Modo de Fazer: Colocar dois quilos de milho no fundo de uma panela. Colocar sete moedas. Sair pela manhã antes do sol nascer, fazer a volta jogando pela rua, e gritar por OGUN, entrar no,portão, tirar as moedas e colocar no jogo. Arriar um Omolocum para OXUN e nove acarajés para YANSAN, após vinte e um dias dar um Ajebó para XANGÔ, dentro de casa, com nove moedas, colocar no canto do quintal, as moedas colocar no jogo.




Oferenda a Obaluaiê ( Inveja e Olho Gordo )




Local: Terreiro de Candomblé.

Horário: Diurno

Dia da Semana: Sexta-Feira.




Material Necessário:

01 quilo de milho alho 10 orogbôs, 10 moedas correntes e 10 favas de olho de boi.




Modo de Fazer: Fazer do milho alho, pipoca ( flores do velho ), colocar dentro de um Oberó ( aguidá ), colocar 10 orogbô, passando um a um pelo corpo, passar em seguida as 10 moedas, uma uma pelo corpo, em seguida passar as favas de olho de boi, pelo corpo pedindo tudo o que quiser. Colocar tudo dentro do Oberó, em cima as pipocas.




Obs: Esta obrigação tem por finalidade segurar sua casa do mal, dos inimigos e dos invejosos. Afastando-se de sua casa e mais quem estiver prejudicando ou perturbando seu lar.




Oferenda a Oyá Onirá ( Bons Negócios )




Local: Alto de um morro

Horário: Diurno

Dia da Semana: Quarta-Feira.







Material Necessário:

01 abóbora, 04 búzios abertos, 04 nóz moscada, 04 moedas correntes, 04 metros de fita branca, 04 metros de fita vermelha, 01 papel com seu nome e da pessoa com quem quer realizar o negócio e mel de abelha.




Modo de Fazer: Corta-se a abóbora moranga em cima e, coloca tudo dentro do saco, colocando em seguida o saco dentro da abóbora, fecha-se a abóbora e amarra-se com fitas brancas e vermelhas, coloca no alto de um morro e entrega a Yansán Onirá.




Obs: Entrega-se a Yansán pelos caminhos de Obará.




Ebó Para Limpeza da Casa ( Moradia )




Local: Dentro de Casa

Horário: Qualquer um

Dia da Semana: Segunda-Feira.




Material Necessário:

01 Pombo branco e 01 metro de fita branca.




Modo de Fazer: Cava-se um buraco e coloca-se uma tigela com ovos gôros, cobrindo-os com prato branco, cobre-se o buraco com uma tampa. Sempre olhar os ovos, para ver se estouram, remove-los e substituí-los.




Obs: Despachar na encruzilhada. Por dentro do barracão em um canto, uma tigela com 07 ovos bons e água com sal grosso. Quando fizer sete dias, despacha-los em uma encruzilhada aberta, fica-se no meio da encruzilhada e joga-se os ovos para trás de si e sai sem olhar para trás, em seguida, coloca-se novos ovos no local.




Para Conseguir Um Bom Emprego




Um Galo Para Xangô Airá




Local: Pedreira

Horário: 18:00 horas

Dia da Semana: Quarta-Feira.




Material Necessário:

01 frango branco novo, 12 quiabos, 01 cebola, camarão seco, azeite doce e 06 acaçás brancos.




Modo de Fazer: Sacrificar o frango, tirar as tripas e limpar bem o frango com os Axés, depois colocar os miúdos dentro da barriga do frango, junto com os quiabos e a cebola e, bastante camarão. Fazer uns espetos e fechar o frango com eles. Colocar para cozinhar, depois de cozido, passar azeite doce até ficar dourado. Oferecer o galo e os acaçás.




Obs: Para que este trabalho saia, é necessário que se leve um fogareiro para a pedreira e as panelas.




Vinho Para Impotência Sexual




Local: Quintal de Casa

Horário: Qualquer um

Dia da Semana: Qualquer um




Material Necessário:

Mel de abelha, vinho mosacatel, gengibre e raiz de jurubeba.




Modo de Fazer: Ralar a raiz de gengibre e, misturar a raiz de jurubeba, também ralada, adicionar o vinho moscatel e o mel de abelhas, deixar tudo em infusão durante sete dias. Enterrar no fundo do quintal, deixando enterrado durante três meses. Após os três meses retirar o litro e começar a beber um cálice por dia, antes das refeições, mas antes fazer um Ebó.




EBÓ




Material Necessário:

10 Velas brancas, 10 acaçás brancos, 10 acarajés, 10 carretéis de linha branco, 02 metros de morim branco, 01 saco de estopa ( linha ) e 04 metros de cadarço




Obs: Passar o Ebó no corpo da pessoa e depois despachar no mar.




Ebó Para Impedir Que Uma Pessoa Faça Mal a Outra




Local: Dentro de Casa

Horário: Qualquer Um

Dia da Semana: Segunda-Feira.




Material Necessário:

Nome da pessoa que quer fazer o mal - 01 cebola, 02 pires virgens e 01 garrafa de pinga.




Modo de Fazer: Coloca-se o nome da pessoa dentro do pires, e em cima do nome coloca-se a cebola, joga-se a pinga em cima e cobre-se com o outro pires, pedindo para que a pessoa esqueça que você existe.




Ebó Para Ocultar Trabalhos e Não Serem Vistos Através dos Búzios




Quando estiver o trabalho, cobre-se a pessoa e o trabalho com 1 metro de morim branco virgem, enquanto o faz. Depois pode aproveitar o pano para outro trabalho qualquer.




Ebó de União de Casal




Local: Quarto do Orixá

Horário: 2 Horas da manhã

Dia da Semana: Segunda-Feira.




Material Necessário:

02 corações frescos, mel de abelha, 04 velas brancas, palha da costa, 02 palitos grandes ( suficientes para atravessar os corações ) e 01 oberó, nome do casal




Modo de Fazer: Abre-se uma das artérias de um coração por cima e, coloca-se o nome dentro. O outro coração fica intacto, junta-se os dois corações dentro do oberó e atravesse-os com os dois palitos separados um mais em cima que o outro. Prepara-se duas cordinhas com palha da costa, amarra-se os dois corações, dando um laço de cada lado, a entrada dos palitos e nas saídas, coloca-se este trabalho no mesmo dia na mata, ao pé de uma árvore, acende-se as três velas e fa-se o pedido ao entregar. Quando estiver fazendo este trabalho acender uma vela no ronkó, além disso, vai tirando as cantigas de Oxóssi.




Ebó de União




Local: Terreiro de Candomblé

Horário: Diurno

Dia da Semana: Sexta-Feira




Material Necessário:

Canjica cozida, 01 tigela branca, mel de abelha, 02 pombos brancos, 16 bolinhos de inhame e os nomes do casal.




Modo de Fazer: Cozinhar a canjica, por na tigela branca, colocar por cima o mel de abelha mais 16 bolinhos de inhame, dentro da canjica os nomes do casal. Matar um casal de pombo, mais mel, acender uma vela de 7 dias.




Ebó Para Resoluções Rápidas




Local: Entrada

Horário: Noturno

Dia da Semana: Segunda-feira




Modo de Fazer: Torrar feijão fradinho no azeite de dendê, colocar em um alguidar ou em folha de mamona, arriar em estrada de barro.




Ebó Para Trazer Uma Pessoa




Local: Casa da Pessoa

Horário: Diurno

Dia da Semana: Segunda-feira




Material Necessário:

01 Pinto novo sem asa, o nome da pessoa que deseja que volte, mel de abelha e uma panela de barro.




Modo de Fazer: Falar no ouvido do pinto o nome da pessoa sete vezes. Colocar no bico o nome da pessoa com bastante mel de abelha, enterrar tudo na panela de barro no quintal de casa e oferecer a Exú. Depois tomar um banho de Erva Doce, alfazema, açúcar Cristal, Nome da Pessoa. Do pescoço para baixo.




Ebó Para Tirar Influências Negativas ( Exú )




Local: Casa da Casa

Horário: Qualquer Um

Dia da Semana: Qualquer um, exceto Sexta-feira




Material Necessário:

03 Ovos, 01 cebola e 02 garrafas de água.




Modo de Fazer: Passar tudo no corpo da pessoa e despachar em uma mata fechada.




Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 1 )




Local: Cemitério

Horário: Meia-Noite

Dia da Semana: Segunda-feira




Material Necessário:

Um galo preto, verduras de todas as qualidades, um pedaço de carne seca, um pedaço de carne de porco salgada, 07 bolinhos de farinha e água com carvão, 07 farofas de azeite-de-dendê, 07 farofas de mel de abelha, 07 velas brancas, 1 metro de morim branco, Duburu, feijão preto cozido, feijão preto torrado, milho vermelho e galhos de aroeira.




Maneira de Fazer: Passar pelo corpo da pessoa todos os ingredientes acima descriminados, obedecendo a mesma ordem. Deixar tudo no local que fizer o Ebó. Levar a pessoa imediatamente para tomar banho de Abô.




Ebó Exú Para Afastar Más Influências ( 2 )




Local: Cemitério

Horário: Meia-noite

Dia da Semana: Segunda-feira




Material Necessário:

Um casal de galinhas brancas. Além de todos os ingredientes acima mencionados. A maneira de fazer é a mesma do Ebó acima.




Oferendas a Odé




Material: 1 milho verde com casca; Milho vermelho em grãos; Coco; 1 alguidar.




Modo de fazer: Cozinhe o milho vermelho e coloque dentro do alguidar, desfie a palha do milho verde deixando apenas o milho descoberto e as palhas desfiadas penduradas, desfiar sem arrancar a palha do milho. Corte o coco em fatias finas e enfeite sobre o milho cozido, coloque o milho verde em pé sobre o coco, apontado para cima e com as palhas escondendo os grãos e o coco que ficarão em baixo. Coloque em cima da casa ou em um lugar alto pedindo à Oxóssi o que se quer.




Oferendas a Ossain




Material: Batata doce; Cebola; Azeite de dendê; 1 alguidar




Modo de fazer: cozinha-se a batata-doce apenas em água. Depois, descasca-se e amassa-se feito purê. Aí, mistura-se num refogado de cebola ralada com azeite de dendê e coloca-se tudo no alguidar. Coloque próximo a plantas e faça seus pedidos.




Oferendas a Obaluaiê




Material: Milho de pipocas; Areia de praia; 1 alguidar; 1vela branca.




Modo de fazer: Este é o prato mais comum oferecido à Obaluaie ou Omolu. Coloque a areia de praia em uma panela e deixe esquentar, depois de quente coloque o milho de pipoca para estourar nesta areia. Quando estiver estourado, coloque o milho no alguidar e está pronta a oferenda, faça seus pedidos à esse grande Orixá.




Oferendas a Xangô




Material: 12 quiabos; mel de abelhas; azeite de oliva; água; 1 tigela branca.




Modo de fazer: Corte os quiabos em rodelas finas, coloque na tigela com água, ponha um pouco de mel e um pouco de azeite por cima e mexa com as mãos até que se forme uma baba viscosa, enquanto estiver amassando com as mãos vá pedindo o que se quer à Xangô, Depois coloque em um lugar alto .




Oferendas a Oxumarê




Material: Feijão fradinho; Milho vermelho em grãos; Cebola; Azeite de dendê; 1 prato colorido.




Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Separadamente, cozinha-se o milho vermelho também em água. Depois, juntar o feijão e o milho, misturar bem e depois colocar num refogado de cebola ralada e azeite de dendê que deverá estar pronto. Coloque no prato e coloque próximo as plantas oferecendo a Oxumarê e fazendo seus pedidos.




Oferendas a Yansã




Material: Feijão fradinho; Camarão seco ralado; Cebola ralada; Azeite de dendê; 1 prato de barro ou louça.




Modo de fazer: Coloque o feijão de molho de um dia para o outro. Descasque o feijão um a um. Triture o feijão e misture com cebola ralada e o camarão seco socado, mexa por um tempo até que se obtenha uma massa firme. Coloque a massa para descansar coberta com um pano e com uma pedra de carvão dentro. Coloque +/- um litro de dendê em uma panela funda e deixe esquentar bem, faça bolos da massa de feijão com uma colher e coloque para fritar. Quando estiverem todos fritos, coloque no prato e deixe esfriar. Ofereça-os para Yansã. Faça seus pedidos.




Oferendas a Obá




Material: Feijão fradinho; Cebola; Camarão seco socado; Azeite de dendê; Farinha de mandióca; 1 Alguidar; Flores e velas coloridas.




Modo de fazer: Cozinha-se o feijão fradinho em água. Depois,mistura-se num refogado de cebolas raladas, camarão seco socado, azeite de dendê e água. Por cima coloca-se a farinha de mondioca, fazendo um pirão e coloca-se no alguidar. Deixe esfriar e enfeite com flores por cima do prato. Coloque nas margens de um rio e acenda as velas coloridas pedindo o que se quer a Obá. Sendo por muitos divindade interligada ao amor.




Oferendas a Oxun




Material: 5 batatas doces brancas; mel de abelhas; velas amarelas; prato branco; fitas coloridas.




Modo de fazer: Coloque as batatas para cozinhar em água até que fiquem bem molinhas. Deixe esfriar e amasse estas batatas com mel pedindo o que se quer. Tenha muita concentração em amassar, depois de amassado, coloque no prato e molde um coração com a massa. Depois enfeite com flores e fitas. Ofereça à Oxum em uma lagoa ou riacho. Esta oferenda é muito eficaz em casos amorosos.




Oferendas a Logun Edé




Material: Milho vermelho; Feijão fradinho; Azeite de dendê; Cebola; Camarão seco socado; 1 Alguidar; 1 inhame; ovos cozidos; coco; mel de abelhas.




Modo de fazer: Cozinha-se o milho vermelho só em água. Separado, cozinha-se o feijão fradinho, também só em água. Refoga-se o feijão fradinho com azeite de dendê, cebola ralada e camarão seco socado. Coloca-se o feijão em uma metade do alguidar e, na outra, o milho vermelho cozido. Frita-se o inhame e coloca-se por cima em fatias, em volta, enfeita-se com ovos cozidos em rodelas, fatias de coco e coloca-se bastante mel de abelhas por cima. Pede-se o que se quer e oferece-se ao Orixá Logun Edé.




Oferendas a Exú




Material: Farinha; Azeite de dendê; Mel de abelhas; Farinha de milho branco; Figado, coração e bofe de boi; Cebola; Camarão seco socado; Um alguidar.




Modo de fazer: Faça uma farófa com dendê, uma com mel e uma com água, separadamente. Faça o acaça branco cozinhando a farinha de milho em água, deixe a massa bem consistente, depois coloque em um pedaço de folha de bananeira e enrole. Deixe esfriar. Corte os miúdos de boi em padaços pequenos e coloque para refogar com dendê, cebola, um pouco de sal, o camarão e rodelas de cebolas. Coloque as farófas no alguidar sem misturar muito, ponha o refogado de miúdos sobre a farófa e coloque o acaça no centro. Oferece-se para Exú pedindo o que se quer. Coloque em uma praça bem movimentada.
www.okitalande.com.br/ebos.htm
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Comidas de Santo (Orixás)



Padê para Exú
Feijão para Ogum
Amalá para Xangô
Frutas para Oxossi
Omolokum para Logunedé
Abacate para Ossaim
Serpente de Oxumarê
Omolokum para Oxum
Acarajés para Oyá/Iansã
Moranga para Obá
Farofa para Tempo/Iroko
Feijoada para Omolú
Pipoca para Obaluaiye
Manjar para Yemanjá
Ebô para Nanã
Ebô para Oxalá






Importante: Quando for preparar uma "Comida de Santo", deverá fazê-lo vestida (o) de branco ou roupa clara, e deixar sempre uma vela branca acesa ao lado do Fogão.



Escolha um local que possa ficar deitado ou até mesmo ajoelhado de frente para a oferenda; comida de santo; que deverá já estar previamente preparada, colocar no chão na sua frente, acender uma vela branca de 7 dias, ou do seu orixá, colocar sua cabeça de frente, na mesma altura da oferenda de modo que o alto da sua cabeça, sua moleira astral, fique próxima da oferenda, dizendo o seguinte Orô/reza.



a ki corodun, mabosun, maborun
a ko fenin, xeras je xeras, ociló, ocidó
ekoman, ora (dizer o nome do seu orixá) euê



Quando terminar esta reza, converse normalmente com seu orixá/anjo de guarda, fazendo seus pedidos. Após 3 dias, esta oferenda poderá ser "despachada", colocar em saco de lixo, que irá junto com o seu lixo comum.




Obs: Antes das Leis Ambientais, estas oferendas eram "despachadas" em água corrente, normalmente rios ou cachoeiras, porém como passou a ser crime, esta é a nova forma de fazê-lo, colaborando assim com a natureza, que é o próprio orixá.






Oferendas



Padê para Exú



Ingredientes:
- 01 pcte. de farinha de milho amarela
- 01 vidro de azeite de dendê
- 01 cebola grande
- 01 bife
- 03 charutos
- 01 caixas de fósforo
- 01 garrafa de aguardente
- 07 pimentas vermelhas



Modo de preparo: Em um alguidar coloque a farinha de milho e um pouco de dendê, com as mãos faça uma farofa bem fofa sempre mentalizando seu pedido. Corte a cebola em rodelas e refogue ligeiramente no dendê, faça o mesmo com o bife. Cubra o padê com as rodelas de cebola e no centro coloque o bife, enfeite com as sete pimentas. Ofereça a Exú o padê não esquecendo dos charutos e da aguardente.







Feijão para Ogum



Ingredientes:
- 500g. de feijão cavalo
- 01 cebola
- 01 vidro de dendê
- 07 camarões grandes




Modo de preparo: Cozinhe o feijão e tempere-o com cebola refogada no dendê, coloque em um alguidar e enfeite com os camarões fritos no dendê. Faça seus pedidos e ofereça a Ogum.






Amalá para Xangô



Ingredientes:
- 500gr. de quiabo
- 01 rabada cortada em doze pedaços
- 01 cebola
- 01 vidro de azeite de dendê
- 250g. de fubá branco



Modo de preparo: Cozinhe a rabada com cebola e dendê. Em uma panela separada faça um refogado de cebola dendê, separe 12 quiabos e corte o restante em rodelas bem tirinhas,
junte a rabada cozida .Com o fubá, faça uma polenta e com ela forre uma gamela, coloque o refogado e enfeite com os 12 quiabos enfiando-os no amalá de cabeça para baixo.







Frutas para Oxossi



Modo de preparo: Em um alguidar ou cesta coloque 7 tipos de frutas bem bonitas (exceto abacaxi, mimosa, limão) enfeite com folhas de goiaba e côco cortado em tirinhas.






Omolokum para Logunedé



Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de milho

- 01 cebola
- 4 ovos
- azeite de oliva



Modo de Preparo: Coloque o feijão fradinho para cozinhar com cebola e azeite de oliva. Em outra panela cozinhe o milho. Depois do feijão fradinho cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Em uma travessa coloque o omolokum (massa do feijão fradinho) de maneira que ocupe a metade da travessa e na outra metade coloque o milho cozido, regue com oliva e enfeite o omolokum com os quatro ovos cortados em quatro, e o milho enfeite com côco cortado em tirinhas.






Abacate para Ossaim



Ingredientes:
- 01 abacate
- 500g. de amendoim
- 250g. de açúcar
- fumo em corda
- 7 folhas de louro



Modo de preparo: Corte o abacate no meio e tire a semente, coloque as duas parte numa travessa com a polpa virada para cima. Numa panela misture o amendoim e o açúcar e mexa até derreter o açúcar, derrame essa mistura sobre o abacate. Enfeite com pedaços de fumo em corda e as 7 folhas de louro.






Serpente de Oxumarê



Ingredientes:
- 500g. de batata doce
- dendê
- Feijão fradinho



Modo de preparo: Depois de cozinhar a batata doce descasque regue com dendê e amasse-a até formar uma massa homogênea. Em um alguidar molde duas serpentes em forma de círculo,
sendo que a cauda de uma encontre-se com a cabeça da outra. Com o feijão fradinho forme os olhos e enfeite o restante do corpo com alguns grãos de feijão fradinho (a seu critério), regue com dendê e ofereça ao orixá.






Omolokum para Oxum



Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 01 cebola
- azeite de oliva
- 8 ovos



Modo de preparo: Cozinhe o feijão fradinho com cebola e azeite de oliva, depois de cozido amasse-o bem até formar uma pasta. Coloque um recipiente de louça enfeite com os 8 ovos cozidos cortados em quatro e regue com bastante oliva.






Acarajés para Oyá/Iansã



Ingredientes:
- 500g. de feijão fradinho
- 500g. de cebola
- 01 litro de azeite de dendê



Modo de preparo: Num processador (pode ser num pilão) triture o feijão fradinho, deixe de molho por meia hora e após descasque os feijões coloque o feijão no processador e vá adicionando a cebola cortada em pedaços. Bata até formar uma massa firme. Despeje numa tigela e bata a massa com uma colher de pau até formar bolhas, coloque sal a gosto.
Numa frigideira coloque o dendê e deixe esquentar bem, com a colher vá formando os bolinhos e fritando até dourar. Coloque-os num alguidar.






Moranga para Obá



Ingredientes:
- 01 moranga

- 500g. de camarão limpo
- um maço de língua de vaca
- 01 cebola
- dendê



Modo de preparo: Cozinhe a moranga inteira. Depois de cozida abra um circulo em cima da moranga, tire a tampa e as sementes. Corte a língua de vaca em tiras (como se corta couve), refogue com cebola, dendê e os camarões, coloque o refogado dentro da moranga e ofereça a Obá.






Farofa para Tempo/Iroko



Ingredientes:
- 500g. de farinha de mandioca torrada
- 01 vidro de mel
- 01 pepino



Modo de preparo: Coloque a farinha de mandioca num alguidar, vá colocando o mel e com as mãos faça uma farofa , corte o pepino em três partes no sentido longitudinal, coloque as fatias do pepino sobre a farofa de maneira que eles fique em pé, regue com mel.






Feijoada para Omolú



Ingredientes:
- 500g. de feijão preto



Ingredientes para feijoada
- dendê
- 01 cebola
- côco



Modo de preparo: Prepare uma feijoada normal, porém tempere-a com cebola e dendê, coloque a feijoada num alguidar e enfeite com côco cortado em tirinhas.






Pipoca para Obaluaiye



Ingredientes:
- 300g. de milho pipoca
- 01 bisteca de porco
- dendê
- côco
- areia de praia/na falta areia fina de construção peneirada.



Modo de preparo: Em uma panela ou pipoqueira, aqueça bem a areia da praia, coloque o milho pipoca e estoure normalmente, Coloque num alguidar. Frite a bisteca no dendê e coloque sobre a pipoca, enfeite com côco cortado em tirinhas.






Manjar para Yemanjá



Ingredientes:
- 250g. de creme de arroz
- 01 pescada inteira
- azeite de oliva



Modo de preparo: Faça um mingau com o creme de arroz e água e uma pitada de sal. Limpe a pescada e asse-a na oliva. Coloque o mingau numa travessa de louça deixe esfriar e coloque a pescada assada sobre o manjar, regue com oliva.






Ebô para Nanã



Ingredientes:
- 500g. de quirerinha branca
- 01 côco
- azeite de oliva



Modo de preparo: Cozinhe a quirerinha com bastante água para que ela fique meio "papa", tempere com oliva, coloque em uma tigela de louça, descasque , rale o côco com ele cubra a quirerinha.






Ebô para Oxalá



Ingredientes:
- 500g. de canjica branca
- 01 cacho de uva itália (uva branca)
- Azeite de oliva.



Modo de preparo: Cozinhe a canjica, coloque numa tigela branca, tempere com oliva mel e um pouco de açúcar, enfeite com o cacho de uva.






fonte:http://translenza.com.br/orixa/lnk_topicos.php?id=47#xango
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quarta-feira, 17 de maio de 2017

Amarração funciona?


Amarração funciona?
Existe uma lenda dos índios Sioux que diz:


“Um casal é como a águia e o falcão, se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se como também cedo ou tarde começarão a machucar-se um ao outro. Se quiserem que o amor entre vocês perdure, então voem juntos, mas jamais amarrados”.


A maior parte das pessoas que procuram os trabalhos espirituais, infelizmente, são para resolver problemas no campo amoroso e pagam (caro!) para fazer algo que nem mesmo elas entendem o que estão pedindo! Elas dizem: “Eu fiz amarração e não funcionou”! E quando uma dessas pessoas vem até a mim, eu digo que funcionou, mas não como a “ingenuidade” dela achou que seria.


Vou explicar: Essas magias negras fazem com que os corpos espirituais das duas pessoas sejam amarrados um ao outro, junto com espíritos obsessores que começam a atuar negativamente contra o casal para garantir que nenhum desista do relacionamento. Nessa relação nojenta, os obsessores envolvem o casal em suas baixas vibrações, tornando-os escravos dele enquanto ainda estão encarnados e, por consequência, fazendo o casal viver o inferno aqui na Terra. Isso acaba gerando brigas, traições, violência doméstica, caminhos trancados em todos os campos, afasta os seus guias e mentores espirituais, desalinha o funcionamento dos corpos, chakras, aura, mental, emocional, também podem causar problemas físicos, esgotamento, dores, e impede que as pessoas sigam seus caminhos naturais e encontrem alguém que as faça feliz verdadeiramente.


Não existe amarração que “renda bons frutos”. O amor é uma das leis universais e o criador é o pai do livre arbítrio. Impedir que uma pessoa siga suas próprias vontades é um crime contra as Leis Divinas, logo a pessoa que não seguir em harmonia com as leis universais do amor irá sofrer pelos seus próprios atos até aprender o real significado do amor.


Quando questionados por quais motivos decidiram fazer (ou mandarem fazer) a amarração, geralmente se baseia em: “eu amo tal pessoa e ela não quer ficar comigo”. Bom, o amor protege e não prejudica outra pessoa, vejo casos de mulheres que sofre violência doméstica, pessoas querendo seguir suas vidas e seus relacionamentos nunca dando certo, casos de pessoas que o campo profissional esta estagnado, e em casos mais graves presenciei até suicídios, e sim, tudo por conta da amarração feita.


Eu, Bruno, sou muito pequeno para saber explicar essa imensidão que é chamada de amor, mas tenho certeza de uma coisa, o amor não é viver de passado, de chamar de “meu” a pessoas que já está feliz com outro(a), assim como não é violência, nem traição , obsessão descontrolada, falta de amor próprio, carência, rejeição, nem tão pouco sofrimento. O amor é uma das maiores energias que existe nesse universo. Ele renova, harmoniza, todo ser humano gostaria de sentir essa energia toda hora.


Foi o amor puro que me deu forças para superar as adversidades em minha vida. O amor próprio é incrível e eu acho que é ausência do amor que acaba desequilibrando uma pessoa levando a cometer esses atos. No meu ponto de vista, o verdadeiro amor deixaria o outro seguir sua vida desejando que a pessoa que te rejeitou seja feliz, que se case, tenha filhos, etc.


É necessário aprender a manipular essa energia dentro de si e também conseguir, de alguma forma, passar isso para todos à sua volta. Quando você aprender a fazer isso irá achar uma pessoa com a mesma vibração, que simplesmente transborda amor e que te fará feliz!


Então pare de chorar por um amor não correspondido, e não cometa esses deslizes que adiante só irão trazer mais dor e sofrimento. A graça da vida é cair e levantar-se, ser rejeitado e ter forças pra achar alguém que realmente te fará feliz.


Para dar certo no amor, infelizmente temos que passar por certas coisas que irão ser doloridas mas essas mesmas coisas são o que te fortalecerá.


Eu como todo ser humano já fui traído, rejeitado, sofri por causa de um amor não correspondido e até sofri por trabalho de amarração. Entendo essa dor e o que se passa!


Às vezes é difícil ver que nós mesmos somos roteiristas da nossa vida e que nossos atos nos cause tanta dor e sofrimento. É difícil notar que às vezes o problema pode estar em nós mesmos e temos que trabalhar isso. Existem pessoas que nos transmite tantas coisas negativas com seus atos que às vezes um fim de um relacionamento seria um livramento, uma oportunidade de achar novas pessoas, novos pensamentos, novos aprendizados, novos amores.


Se você seguir caminhos com espinhos e impor que alguém siga com você, com certeza acabará se ferindo e ferindo alguém que diz gostar.


Um amor perdido (relacionamento) não tirará o Amor (próprio) de dentro de você, se você não permitir.


Não permita que ninguém tire isso de dentro de você: Errar é humano, mas arrepender, reconhecer um erro e seguir em frente, isso sim é Divino!



autor: Bruno Denis
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As águas sagradas de Umbanda

A água é o elemento primordial de muitas entregas e rituais preparados na Umbanda. É muito comum ouvirmos nos terreiros que sete águas serão usadas para determinado fundamento. Listo abaixo os oito tipos mais comuns e suas respectivas imantações energéticas. Mas, porque oito? Explico: Dentre elas está o orvalho que, por ser muito delicado e conseguido apenas em porções mínimas é normalmente substituído pela oitava.


Pedra Imantação de Xangô. 
Água retida em saliências entre pedras. Utilizada para atração de força física, disposição, boa-vontade e sabedoria.

Mar Imantação de Iemanjá. 
Imã de energias negativas, anti-séptico e cicatrizante. Atrai fertilidade, calma e harmonia.

Mina Imantação de Oxum e Nanã. 
Atrai força, vitalidade e boas vibrações por isso é bastante indicada para firmeza das quartinhas de assentamentos.

Chuva Imantação de Nanã e Oxum. 
Descarrega, limpa e purifica. Muito usada para fundamentar quartilhões de porteiras.

Cachoeira Imantação de Oxum e Xangô. 
Trabalha os sentimentos atraindo alegria, jovialidade e saúde.

Rio Imantação de Oxum. 
Traz determinação e garra. Atrai bons pensamentos e pureza de sentimentos.

Poço Imantação de Nanã 
Trabalha a resistência e a força mental. Atrai sabedoria e paciência.

Orvalho Imantação de Oxalá
Deve ser recolhido das folhas, ao amanhecer. Utilizada para atração de calma, paciência e fecundidade.

Cruzamentos e obrigações na umbanda


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Cruzamentos e obrigações na umbanda

Há vários impedimentos para aqueles que pretendem entender o espiritismo, notadamente o de Umbanda, contribuindo para isso a falta de informações melhores sobre a magia existente e o medo da própria palavra, pois bem, há uma magia conhecida e outra oculta em quase todas as religiões. 
A magia quer dizer de alguma forma as energias e os seres que são colocados em movimento por algum ritual ou prática. Assim uma oração é um ato de magia e o alcance do ato mágico está em quem responde, as energias e os efeitos no próprio individuo ou naqueles onde focaliza sua atenção. 
Na magia prática do umbanda podemos falar dos cruzamentos e obrigações, os cruzamentos incidem sobre os corpos dos participantes e fazem uma ligação com os seres, espítos e entidades, nas obrigações, principalmente as de agradecimento, os beneficiários principais são as próprias entidades, seus reinos e os seres e forças que são capazes de colocar em movimento. O reconhecimento do médium as torna mais fortes e potentes. 

Existem ainda as obrigações de fortalecimento, re reforço, feitas com o fim de aproximar as entidades, e os espíritos que compõe sua manifestação em benefício de uma necessidade, em geral física, do médium. Preferimos aceitar as obrigações de fortalecimento como uma aproximação do médium com as entidades dos reinos aos quais naturalmente todo o gênero humano está ligado e desta forma beneficiando física e emocionalmente o atendido. 

O cruzamento pode visar o fortalecimento dos corpos internos se esse conhecimento existir no grupo, mas esse fortalecimento sempre ocorre, será facilitado se houver o esclarecimento no praticante. 

Outra questão crucial está nos conceitos que o praticante tenha sobre sua constituição interna, e outra sobre onde atuam os "espíritos, as entidades e até os obsessores", esse conhecimento é essencial para que se possa entender alguns dos rituais senão a grande maioria deles. Há uma diferença entre o que pensam e praticam os muitos religiosos, mas em se tratando de Umbanda o que existe é desconhecimento. O nome Umbanda, espiritismo de Umbanda, terminou a partir da década de sessenta profundamente influenciado pelo candomblé e pela quimbanda. 

E assistimos muitas casas com grandes dificuldades de lidar com os "Orixás", como a presença de Ogum, não como São Jorge, que era o pensamento inicial, numa visão sincretizadora de que fossem as mesmas criaturas. Essa é uma visão simplista na qual falta o mínimo conhecimento sobre as hierarquias em que se organizam os "espíritos" e sobre o que ocorre nos momentos e após a morte. São Jorge não é Ogum, a falange de Jorge, ou de São Jorge, é uma falange e uma legião dentro da linha de Ogum, e ainda assim os Oguns são anteriores à existência do ser humano Ogum, príncipe africano elevado a condição de divindade, como os santos e deuses de quase todas as religiões: um espírito humano, um Orixá Ancestral, mas Ogum pode ser um princípio, suas cores correspondem às cores do chacra solar onde predominam o verde e o vermelho, e suas dez pétalas correspondem aos Oguns, como os doze xangôs correspondem às doze pétalas do chacra cardíaco. Os chacras e suas pétalas correspondem aos reinos ou às entidades em si. 

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E os cruzamentos o que são afinal? 

Há o cruzamento que é uma cerimônia com duas finalidades distintas, uma firmação entre os médiuns e as entidades representadas num reino como o das águas, rios, cachoeiras, mares, e os da mata, ou o fortalecimento dos sensitivos, um reforço. Estes cruzamentos podem incluir obrigações de agradecimento dos médiuns para com as entidades, suas entidades e na confraria, onde não se usa nenhum tipo de sacrifício animal, a obrigação é uma referência aos reinos básicos da evolução humana: com frutas, flores, velas, bebidas. 

No caso dos trabalhos de mar de finalização do ano da Ordem da Confraria, os cruzamentos não são possíveis. Eles quando existirem devem ser parte de um processo contínuo, correspondendo aos sete anos de iniciação ao Umbanda que é a fase protetor/obsessor, nessa fase o sensitivo conhece as entidades que o acompanham, aquelas que se manifestam junto da entidade principal ou respondam ás suas necessidades iniciais de desenvolvimento.

 Chamamos esta fase de obsessor/protetor porque a entidade ainda não se define, não consegue se manifestar melhor através da incorporação, muitas vezes frágil do médium e que necessita de treinamento, e da aceitação de suas mediunidades. E uma longa fase de treinamento, de adequação, de alinhamento, e corresponde aos sete centros principais desde o básico, se forem sete cruzamentos no ano ainda serão sobre os aspectos básicos da formação e manifestação do médium. Nos anos seguintes até o sétimo seguirá a educação e a preparação do médium para sua manifestação, da vibração física e aquela que é sentida na pele, nos braços e nas pernas, até o momento da intuição e da telepatia correspondente aos centros superiores e aos aspectos superiores da entidade. 

Do menos aspecto até que o médium possa responder por suas formas elevadas de manifestação. Uma observação mais atenta mostrará que o cruzamento é um processo progressivo de estímulos e ajustes cujo efeito se estende por um ano ou até pela vida inteira do sensitivo. Aonde esteve enquanto espírito, aquilo a que foi ligado, o reino onde teve acesso, terão resultados por toda a existência, representam conquistas do indivíduo/médium ao qual somará a do ano seguinte e assim sucessivamente até que tenha completado uma fase de trabalho. 

O momento seguinte é a fase do protetor e os estímulos aos centros através do cruzamento preparam o médium para a manifestação identificada com sua entidades nos aspectos mais sutis. Sobre isso falaremos nos artigos seguintes. É possível que um sensitivo permaneça nos níveis iniciais de desenvolvimento por longo tempo se não houver instrução e auxílio. alguns naturalmente consegue melhores respostas na incorporação, mas raramento conseguem compreender o que acontece nos planos dimensionais. É uma hora nova no aprendizado, mais do que fé ou crença precisamos hoje de conhecimento e esclarecimentos. 

A religião pode conter ciência e fazer evoluir e despertar o homem.


Todos os anos, nossa terreira realiza dois cruzamentos, que são obrigações de fortalecimento, de reforço, de fé, que são feitas com o fim de aproximar as entidades que compõe sua manifestação em benefício do médium.

É neste momento que o médium recarrega suas energias e reafirma sua fé na Umbanda e na Quimbanda e nos trabalhos que realiza. Durante o ano o médium se dedica ajudando os assistidos e no cruzamento ele se dedica a cuidar de si, buscando uma sintonia com a natureza e suas entidades!


Cruzamento de Mata

São momentos importantes, porque confirmam a fé do médium. Um cruzamento é feito na Terreira, pois somos privilegiados com uma mata nativa em nossas instalações e a outra na praia. Contudo, já realizamos cruzamentos em sítios, próximos a cachoeiras e rios.

Estas obrigações são de fortalecimento como uma aproximação do médium com as entidades dos reinos aos quais naturalmente todo o gênero humano está ligado e desta forma beneficiando física e emocionalmente o médium.

Amacy (ervas)


Para tanto, o ritual utiliza ervas (orientadas pelo plano espiritual), bebidas (7 tipos de bebidas), mel, ori e pemba, que servem para lavar nossas cabeças e dar assim, a energia necessária para mais um período de trabalhos!

As 7 bebidas são:

1 cerveja preta (doce)

1 cerveja Branca

1 guaraná

1 vinho tinto suave

1 vinho tinto seco

1 vinho branco

1 espumante

Estas bebidas são utilizadas em nossa Umbanda, servindo as entidades e ajudando no cruzamento que realizamos tanto na mata como na praia.

Cada Terreira tem alguma variação neste ritual, mas todas tem o mesmo significado: confirmação da fé do médium!

Cruzamento nas imagens

Os médiuns que realizam sete (7) cruzamentos sem interrupção durante 7 anos são coroados caciques de umbanda e guardiões de Exús, pois neste mesmo dia também realizamos o cruzamento de exús (que será abordado numa próxima postagem)!

Contudo, devem lembrar que são coroados para servir, na humildade e com responsabilidade! Nunca para se vangloriar de sua evolução.



MAS PARA QUE SERVE O GANHO DE AXÉS



Axé significa energia, poder, força da natureza, poder de realização através de força sobrenatural...

Axé na verdade é um dom de manipulação de certas energias ocultas.

Axé se tem, se usa, se gasta, se repõe! É força VITAL...

Portanto o que se ganha na religião Com o “ganho de axés”, é a permissão para utilizarmos esse axé. Normalmente ganha-se esta “permissão”, por alguém mais maduro, que através do ritual de apresentação destes axés, Se expõe a todo povo da mesma cultura, para informar que aquele filho (a), esta apto para tais procedimentos, tem consciência e sabe manipulá-los com excelência.

E para isso existem um mínimo de tempo dentro de um terreiro e alguns rituais obrigatórios para preparação para tais axés!

Axés e as obrigações necessárias para obter:
Quando iniciados na Umbanda o primeiro ritual é o batismo e cruzamento de conga. O batismo nada mais é que a purificação do membro para uma nova fé. No batismo o médium jura cumprir com sua missão. Ser disciplinado, obediente e ter fé. Cumprir com a caridade , verdade e construir uma formação moral e espiritual. Esse juramento , forma um compromisso não só com a casa, com seus irmãos de corrente, mas com a parte espiritual.
O médium é considerado “pronto” quando tiver 7 anos em uma mesma casa (pois anos em casas diferentes você terá conhecimentos diferentes, e não o suficiente sobre a feitura onde ganhará os axés), e os 7 cruzamentos( de conga ou de Oxalá, onde é apresentado a comunidade Umbandista ou africanista, de mar, o qual ganha-se as forças do mar, de equilíbrio, nascendo para espiritualidade, de Cachoeira, purificação das energias, a cachoeira é o encontro de vários reinos, de rio, onde define-se o destino do médium, de mata , quando ganha-se a licença (axé) para trabalhar em casa, Axé de lavar cabeças, segurar filhos,podendo ganhar axés de cartas ou aguardar a coroação para isso; de pedreira, onde se ganha axé do fogo, segredo de fundango e evocações, as sete bebidas e logo coroa-se .
A coroação compreende uma demonstração de que o médium alcançou um nível aceitável em seu desenvolvimento, pois a entidade já possui total domínio sobre seus pontos de força (chacras), importantíssimos para um bom trabalho espiritual (não confundir com o médium ser ou não consciente).

Assim, o que o ritual representa é que depois de coroado o médium passa a ter maior responsabilidade, pois está apto a servir de instrumento em consultas com suas entidades. Note que não tem nenhuma relação com formação sacerdotal, mas trata-se apenas, de um novo estágio que a pessoa alcança em sua evolução mediúnica. Para comprovar isso, no dia da coroação, a entidade mentora daquele médium tem de incorporar e confirmar seu nome (normalmente ela já o fez antes da coroação).

Depois revela a falange em que trabalha, risca seu ponto e traduz sua representação, e, se possível, poderá passar também seu ponto cantado. Tudo acontece, diante do mentor da casa, que confirma (ou não) o que foi declarado. Além disso, quando se torna possível, recorre-se ao auxílio de um médium clarividente (com a chamada vidência superior), para firmar seu dom e ver a luz do ponto riscado, informando se o mesmo está correto.

Somente assim, o médium coroado torna-se apto a participar dos trabalhos que exigem um maior conhecimento e principalmente um melhor entrelaçamento com suas entidades espirituais; como desmanchar macumba, desobsessões de espíritos raivosos, demandas, entre outros e pode ainda até ajudar no desenvolvimento de médiuns mais novos na casa. Ou seja, é um universo que não só é maior em termos de trabalho mas que, para nós filhos de santo, cresce proporcionalmente também o tipo de seriedade, cuidado e dedicação que temos ter com o que nos propomos a desenvolver.

Somente após o aniversário de um ano de coroa o médium recebe axé para abertura de casa religiosa, podendo levar suas obrigações para casa.
Axé de cartas- Ao fazer os cruzamentos, existe um ritual feito separadamente, que prepara o médium, clareando a visão do mesmo para as forças ocultas, tornando-o mais receptivo a mensagem dos Guias.
Axé de OBÈ (faca de quimbanda)- Faz-se alguns rituais, pedindo “ago” a alguns centro de energia da Kimbanda (calunga, mato, figueira, cruzeiros....) E a partir do entendimento do chefe da casa, com feitura de cabala, ou apronte de aves, o médium recebe o axé de Obé, o qual será apresentado a permissão para a sacralização de animais, de forma ritualista. O obé ou faca, é preparada ritualisticamente, para que esta torne-se sagrada. Se este obé não estiver pronto, ou maduro para ser levantado, todo e qualquer corte feito por ele pode ser atrativo de egum, prejudicando quem o fez e para quem o fizer!

Os.: Entenda! Fazer, qualquer um destes rituais, se feitos por quem não tem o axé, além do desrespeito pelos preceitos e fundamentos, também serão prejudiciais ao médium. Já que este vai doar uma energia, que não esta bem catalisada, podendo perde-la e tendo dificuldades para repor.

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Tratamento espiritual a distãncia


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Hoje estamos colhendo o que plantamos nesta ou em outras experiências reencarnatórias, contudo, o sabor desta colheita não precisa ser doloroso. Observe que o veneno da serpente que mata também pode curar, quando transformado em soro. A compreensão das leis Divinas e o auto-aprimoramento modificam a forma como encaramos o mundo. Nosso objetivo é ampliar a visão das pessoas que buscam a assistência dos espíritos, tornando-as mais receptivas ao auxílio da espiritualidade superior e capacitando-as a reverter a situação de desarmonia em que se encontram.
Como informa a espiritualidade as doenças que invadem nosso corpo são acúmulos de energias de baixa vibração, que emitimos ou com as quais sintonizamos através da desarmonia para com as leis Divinas. Quando a dor e o sofrimento aparecem é porque o equilíbrio precisa ser refeito. As dificuldades que vivemos são etapas necessárias para semear o amor em nosso coração. O Tratamento Espiritual à Distância visa reencontrar a harmonia e acabar com a fonte do desequilíbrio.

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Perguntas e respostas para médiuns iniciantes

Publicado por CEUQ Casa da Caridade de Ogum Beira-mar em Sábado, 13 de agosto de 2016


Espiritualize-se...



Sábio é aquele que a tudo compreende e nada ignora. Deus não impôs aos ignorantes a obrigação de aprender, sem antes ter tomado dos que sabem o juramento de ensinar.


Nenhum mistério resiste à fragilidade da Luz. Conhecer a Umbanda é conhecer a simplicidade do Universo.




Perguntas e Respostas para Médiuns Iniciantes




01 – Como funciona a mediunidade consciente?
O médium capta o fluxo mental do Espírito, gerando idéias e sensações, como se houvesse a intromissão de outra mente em sua intimidade; como se estivesse a conversar com alguém, dentro de si mesmo.

02 – Ouve uma voz?
Seria fácil, mas não é bem assim. Idéias surgem, misturando-se com as suas, como se fossem dele próprio.

03 – Parece complicado…
E é, sem dúvida, principalmente para médiuns iniciantes, que não distinguem o que é deles e o que é do Espírito. Muitos abandonam a prática mediúnica, em face dessa incerteza, que é perturbadora.

04 – Como resolver esse problema?
É preciso confiar e dar vazão às idéias que lhe vêm à cabeça, ainda que pareçam embaralhadas, em princípio. Geralmente a mediunidade é desenvolvida a partir da manifestação de Espíritos sofredores, o que é mais simples. Não exige maior concatenação de idéias ou esforço de raciocínio. Cumpre-lhe, em princípio, apenas exprimir as sensações e sentimentos que o Espírito lhe passa.

05 – Qual o conselho para o médium que enfrenta esse impasse?
Sentindo crescer dentro de si o fluxo de sensações e pensamentos, que tomam corpo independente de sua vontade, comece a falar, sem preocupar-se em saber se é seu ou do Espírito. A partir daí o fluxo irá se ajustando. É como o motorista inexperiente na direção de um automóvel. Em princípio há solavancos, mas logo se ajusta.

06 – O que pode ser feito para ajudar o médium iniciante?
A participação dos irmãos do Terreiro é importante. O médium, nessa situação inicial, fica fragilizado. Sente-se vulnerável e constrangido. Qualquer hostilidade ou pensamento crítico dos irmãos, revelando desconhecimento do processo, poderá afetá-lo.

07 – Seria razoável aplicar passes no médium iniciante, em dificuldade para iniciar a manifestação?
O passe pode ajudar, mas devemos ser econômicos na sua utilização, a fim de evitar condicionamentos. Há médiuns que esperam pela intervenção do Pai, Mãe ou irmão no Santo, aplicando-lhes passes, a fim de iniciar seu trabalho.

08 – As manifestações de médiuns iniciantes são, não raro, repetitivas. Como devem agir o Pai ou Mãe e Irmãos no Santo no Terreiro?
Cultivar a compreensão e a boa vontade, considerando que o animismo, a intervenção do próprio médium, é expressivo nessa etapa do desenvolvimento. Aos poucos ele irá se ajustando, aprendendo a distinguir melhor entre suas idéias e as do Espírito.


09 – Vemos, com frequência, médiuns dotados de razoáveis faculdades mediúnicas desistirem do compromisso. Há algum prejuízo?
A sensibilidade mediúnica não funciona apenas nas Giras. Está sempre presente. É na prática mediúnica, com os estudos e disciplinas que lhe são inerentes, que o médium garante recursos para manter o próprio equilíbrio. Afastado, pode cair em perturbações e desajustes.


10 – É um castigo?
Não se trata disso. O problema está na própria sensibilidade que, não controlada pelo exercício, situa o médium à mercê de influências negativas, nos ambientes em que circule, e de entidades perturbadas que se aproximam.

11 – Mas esse problema não está presente na vida de todos nós? Não vivemos rodeados de Espíritos perturbados e perturbadores?
Sim, e bem sabemos quantos problemas são decorrentes dessa situação, por total ignorância das pessoas em relação ao assunto. No médium afastado da prática mediúnica é mais sério, porquanto, em face de sua sensibilidade, ele sofre um impacto maior, com repercussões negativas em seu psiquismo.

12 – E se o médium, não obstante afastado da prática mediúnica, for uma pessoa de boa índole, caridosa, afável, bem sintonizada?
Com semelhante comportamento poderá manter relativa estabilidade, mas é preciso considerar que a mediunidade não é um acidente biológico. Ninguém nasce médium por acaso. Há compromissos que lhe são inerentes.

13 – O médium vem programado para essa tarefa…
Sim. Trata-se de um compromisso assumido na espiritualidade. Há um investimento no candidato à mediunidade, relacionado com estudos, planejamento, adequação do corpo. Tudo isso envolve diligentes cuidados dos mentores espirituais. Imaginemos uma empresa investindo na preparação de um funcionário para determinada função. Depois de tudo, será razoável ele dizer que não está interessado?

14- Mas não é contraproducente o médium participar de trabalhos mediúnicos como quem cumpre uma obrigação ou um contrato preestabelecido, temendo sanções?
As sanções serão de sua própria consciência, que lhe cobrará, mais cedo ou mais tarde, pela omissão. Para evitar essa situação é que os médiuns devem estudar a Doutrina, participando de estudos e lendo a respeito da mediunidade, a Doutrina Espírita é a melhor opção para conhecer sobre a mediunidade, mas esta deve ser direcionada pelo Pai ou Mãe no Santo, assim estará assimilando conhecimento e podendo debater a respeito.

15 – E se há impedimentos ponderáveis? Filhos a cuidar, cônjuge difícil, profissão, saúde…
Eventualmente isso pode acontecer, por algum tempo. O problema maior, entretanto, está no próprio médium que, geralmente, tenta justificar a sua omissão. Altamente improvável que a espiritualidade lhe outorgasse a mediunidade, sem dar-lhe condições para exercê-la.

16 – E quando a participação do médium gera conturbações no lar, a partir de um posicionamento intransigente do consorte?
Lamentável o casamento em que marido ou mulher pretende criar embaraços à atividade religiosa do cônjuge. É inconcebível! Onde ficam o diálogo, a compreensão, o respeito às convicções alheias? De qualquer forma, embora tal situação possa justificar a ausência do médium, não o eximirá dos problemas inerentes à mediunidade não exercitada.

17 – É difícil encontrar pessoas que guardam perfeita estabilidade emocional e física. Tem algo a ver com a sensibilidade mediúnica?
Tem tudo a ver. Vivemos mergulhados num oceano de vibrações mentais, emitidas por Espíritos encarnados e desencarnados. Assim como podemos ser contaminados por vírus e bactérias, também sofremos contaminações espirituais que geram alterações em nossos estados de ânimo.

18 – Isso explica por que as pessoas tendem a ficar deprimidas num velório e felizes num casamento?
Sem dúvida. O ambiente e as situações exercem grande influência. Lembro-me da morte de Aírton Senna. Provocou imensa comoção popular, até naqueles que não acompanhavam suas proezas no automobilismo. A emoção se expande e pode envolver multidões.

19 – Explica, também, as atrocidades cometidas por soldados, numa guerra?
A guerra produz lamentáveis epidemias de maldade, em face de nossa inferioridade. A crueldade tem livre acesso em corações ainda dominados pelos impulsos instintivos da animalidade. Propaga-se com a rapidez de um rastilho de pólvora.

20 – No lar parece acontecer algo semelhante, quando as pessoas perdem o controle e se agridem com gritos e palavrões, descendo não raro à agressão física…
Em nenhum outro lugar demonstramos com maior propriedade nossa inferioridade. No lar rompe-se o verniz social. As pessoas mostram o que são. Como não há santos na Terra, conturba-se o ambiente, favorecendo contaminações de agressividade, que envolvem os membros da casa.

21 – Como evitar isso?
É preciso desenvolver e fortalecer defesas espirituais, elevando nosso padrão vibratório, sintonizando numa frequência que nos coloque acima das perturbações do ambiente.

22 – Como funciona essa questão da sintonia?
Tomemos, por exemplo, as ondas hertzianas, nas transmissões radiofônicas. Elas se expandem dentro de freqüência específica. Para ouvir determinada emissora giramos o dial e a sintonizamos. Nossa mente é um poderoso emissor e receptor de vibrações e tendemos a sintonizar com multidões que se afinam mentalmente conosco.

23 – Que providências devemos tomar para uma sintonia saudável?
Consideremos, em princípio, que ela é determinada pela natureza de nossos pensamentos. Lembrando o velho ditado “dize-me com quem andas e te direi quem és“, podemos afirmar “dize-me a natureza de teus pensamentos e te direi que influências irás assimilar”.

24 – Isso significa que equilíbrio e desequilíbrio, paz ou inquietação, alegria ou tristeza, agressividade ou mansuetude, dependem, essencialmente, de nós?
Exatamente. Embora nossos problemas físicos e psíquicos possam ser amplificados por influências ambientes, a origem deles está em nossa maneira de pensar e agir. Se quisermos o Bem em nossa vida, é fundamental que pensemos e realizemos o Bem.




25 – Que livros você indicaria para um iniciante?
É preciso levar em consideração a cultura e a familiaridade da pessoa com a literatura. Se for alguém habituado, com facilidade de concentração, deve ler, inicialmente, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns e O Evangelho Segundo o Espiritismo. Nessas três obras de Allan Kardec, temos, na mesma ordem, o tríplice aspecto do Espiritismo: Filosofia, Ciência e Religião, estes nasceram não para a Religião Espiritismo e sim para todos que crêem na existência dos espíritos, mas para aceitação inicial da espiritualidade e conhecimento especifico dentro da Umbanda, cabe ao iniciante conhecer Tambores de Angola, Aruanda de Robson Pinheiros, nos dá uma noção da Umbanda no Astral Superior, não esquecendo de forma alguma informar ao seu Pai ou Mãe no Santo, sobre seus estudos, pois este estará disposto a lhe responder futuras dúvidas a respeito de seu estudo, infelizmente a Umbanda ainda não existe um livro que possamos pegá-lo como base de estudo para todos, pois a verdade dos Terreiros de Umbanda é que cada Casa atribui sua Doutrina e esta deve ser respeitada pelo iniciante, damos sempre como base a Doutrina Espírita, pois a mesma nasceu para ensinar a todos sobre a Espiritualidade.

26 – O que é o animismo?
Na prática mediúnica é algo da alma do próprio médium, interferindo no intercâmbio. Kardec empregou o termo sonambulismo, explicando, em Obras Póstumas, quando trata da manifestação dos Espíritos, item 46: O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; sua própria alma é que, em momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele exprime, haure-o de si mesmo…

27 – O animismo está sempre presente nas manifestações?
O médium não é um telefone. Ele capta o fluxo mental da entidade e o transmite, utilizando-se de seus próprios recursos. Sempre haverá algo dele mesmo, principalmente se for iniciante, com dificuldade para distinguir entre o que é seu e o que vem do Espírito.

28 – Existe um percentual envolvendo o animismo na comunicação? Digamos, algo como quarenta por cento do médium e sessenta por cento do Espírito?
Se o animismo faz parte do processo mediúnico, sempre haverá um porcentual a ser considerado, não fixo, mas variável, envolvendo o grau de desenvolvimento do médium. Geralmente os iniciantes colocam mais de si mesmos na comunicação. Quando experientes, tendem a interferir menos.

29 – Pode ocorrer uma manifestação essencialmente anímica, sem que o próprio médium perceba?
É comum acontecer, quando está sob tensão nervosa, em dificuldade para lidar com determinados problemas de ordem particular. As emoções tendem a interferir e ele acaba transmitindo algo de suas próprias angústias, em suposta manifestação.

30 – Seria uma mistificação?
Não, porque não há intencionalidade. O médium não está tentando enganar ninguém. É vítima de seus próprios desajustes e nem mesmo tem consciência do que está acontecendo.

31 – E o que deve fazer o Pai/Mãe no Santo quando percebe que um Filho no Santo está entrando nessa faixa?
É preciso cuidado. O Pai/Mãe no Santo menos avisado pode enxergar animismo onde não existe. Se a experiência lhe disser que realmente está acontecendo, deve conversar com o médium, em particular, saber de seus problemas e encaminhá-lo às giras de desenvolvimento e ou tratamento espiritual. Toda a atenção dos Pais/Mães no Santo devem ser direcionada a este Filho e estar atento a esta mediunidade, é comum percebermos que pela ignorância (do saber) é mais fácil deixá-lo de lado, ou ainda excluí-lo do corpo mediúnico, muitas das vezes estes são execrados dos Terreiros, não por ser um animista e sim pelo desconhecimento do Pai/Mãe no Santo sobre o assunto. Se persistir o problema, o médium deve ser orientado a participar das giras como suporte, auxiliando nos trabalhos.

32 – Quando é que o Pai/Mãe no Santo deve preocupar-se com o animismo?
Quando ocorre a manifestação de um espírito que se diz orientador. É preciso passar o que diz pelo crivo da razão, distinguindo não apenas um possível animismo, mas, também, uma mistificação do Espírito comunicante.


33 – O médium que se sinta enfermo deve resguardar-se, deixando de comparecer à gira?
Depende do tipo de problema que esteja enfrentando. Se fortemente gripado, febril, é conveniente que se ausente, resguardando também os irmãos, que podem contrair seu mal. Mas há sintomas físicos e psíquicos que apenas revelam a proximidade de Espírito sofredor, não raro trazido pelos mentores espirituais para um contato inicial, a favorecer a manifestação.

34 – Nesse caso, mesmo não se sentindo bem, o médium deve comparecer?
Sim, porque o que está sentindo é parte de seu trabalho, exprimindo as angústias e sensações do Espírito, relacionadas com a doença ou os problemas que enfrentou na vida física.

35 – Isso significa que uma dor na perna, por exemplo, pode ter origem espiritual?
É comum. Acontece principalmente com o médium que tem sensibilidade mais dilatada. Ao transmitir a manifestação de um Espírito que desencarnou por problema circulatório, cuja perna gangrenou, tenderá a sentir dor semelhante, não raro antes da reunião, devido à aproximação da entidade.

36 – Ocorre o mesmo em relação às emoções?
É frequente. Sintonizado com o Espírito, o médium capta o que vai em seu íntimo. Se a entidade sente-se atormentada, aflita, tensa, nervosa ou angustiada, experimentará algo dessas emoções.

37 – E se o médium, imaginando que esses sintomas físicos e emocionais estão relacionados com seus próprios problemas, decide não comparecer à reunião?
Se alguém nos confia um doente para levá-lo ao hospital, e decidimos instalá-lo em nossa casa, assumiremos o ônus de cuidar dele. Certamente nos dará muito trabalho, principalmente se for um doente mental.

38 – É possível que essa ligação com entidades perturbadas ocorra independentemente da iniciativa dos mentores espirituais?
É o que mais acontece. Vivemos rodeados por Espíritos destrambelhados, sem nenhuma noção da vida espiritual, que se agarram aos homens, como náufragos numa tábua de salvação. Nem é necessário ter mediunidade ostensiva. Todos estamos sujeitos a sofrer essa influência.

39 – Digamos que o médium receba influência dessa natureza na segunda-feira e só comparecerá ao Terreiro no sábado. Sofrerá durante a semana toda?
Com a experiência e a dedicação ao estudo ele aprenderá a lidar com esse problema, cultivando a oração e dialogando intimamente com a entidade que, com o concurso de mentores espirituais, será amparada.

40 – Devemos informar a esse respeito pessoas que procuram o Terreiro, perturbadas por tais aproximações?
É preciso cuidado. Pessoas suscetíveis, que guardam ideias equivocadas, relacionadas com influências demoníacas, podem apavorar-se. Nunca mais porão os pés no Terreiro.


Adaptações: João Carlos de Oxalá


Retirado do Livro: MEDIUNIDADE – TUDO O QUE VOCÊ PRECISA SABER RICHARD SIMONETTI PAG: 123 A 127, PAG: 28 A 31, PAG: 44 PAG: 91 A 95, PAG: 99 A 103